terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A Ação da insulina

Pode parecer uma coisa muito boba...mas se formos verificar a fundo cada pessoa diabética tipo 1, vamos ver que na verdade poucas sabem o por que tomam insulina e mais...qual o efeito da insulina no nosso organismo.
Esse é um princípio fundamental para podermos começar a pensar em diminuir riscos, solucionar problemas e viver saudavelmente.
Resumindo, se não soubermos a base da doença...não podemos agir corretamente no tratamento dela!
Então vamos revisar:
A insulina é um hormônio produzido pela parte endócrina do pâncreas ( as famosas células Beta). Quando não há produção de insulina, não conseguimos fazer com que a glicose, o combustível do nosso corpo, entre nas células.
Eu costumo comparar a insulina com uma chave que abre o tanque da célula e permite que ela seja abastecida de glicose, para então funcionar.

Na falta da insulina, a glicose, que entra através da alimentação, passa a vagar no sangue sem entrar em nenhuma célula, com isso quando medimos a glicemia ela estará alta.Mas o quanto é alto??? De maneira resumida e generalizada, consideramos que a glicemia, ou a glicose no sangue está alta sempre que estiver acima de 160 mg/dl após as refeições.
A célula não consegue ver que há glicose no sangue e que na verdade o que falta é insulina, então ela envia um sinal ao cérebro de que não há glicose e o cérebro por sua vez, dá o estímulo de fome, para que a gente vá adquirir glicose...Por isso um dos sintomas é a fome exagerada.
Sabendo que a insulina irá fazer com que a glicose entre na célula, podemos começar a entender a terapia e quando está faltando ou sobrando insulina.
Parece muito bobo, mas não é, aí está a explicação mais simples para que você entenda todo o resto.
Compartilhe!!!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Aplicação de insulina

A aplicação da insulina é de extrema importância para o sucesso da terapia. É também um dos momentos mais difíceis, pois ninguém gosta de tomar picadas,não é mesmo??Isso é ainda mais delicado quando pensamos em crianças, que tem medo de agulha e muitas vezes pouco subcutâneo...
Primeiro gostaria de explicar um pouco sobre a aplicação da insulina... Ela pode ser administrada de várias maneiras: Intramuscular, endovenosa ( na veia) e subcutânea e com isso mudamos o tempo do início da ação da mesma.
Em casa a aplicação é sempre subcutânea, o que quer dizer que aplicamos a insulina na gordura que recobre o músculo, fazendo com que a insulina demore um pouco mais para ser absorvida e também que a picadinha seja menos dolorosa.
Mas não é porque aplicamos em gordura que a aplicação pode ser feita em qualquer lugar...Existem locais em que a absorção é mais rápida e em outros mais demorada e é por isso que temos locais próprios para a aplicação:
1- Braços( parte de trás, onde fica a gordurinha do tchau)
2- Barriga ( tirando a região em volta do umbigo, 3 dedos de cada lado)
3- Nádegas ( parte superior e de fora, o bumbum que fica para fora da cadeira quando sentamos)
4- Pernas ( parte de cima e de fora)
Nos braços e barriga a absorção é mais rápida e nas nádegas e pernas mais lentas, então para quem usa insulina lenta ( Lantus e Levemir) e intermediária ( NPH), os locais melhores para aplicação são nádegas e pernas. Para as insulinas rápida ( Regular) e ultra-rápida ( Novorapid, humalog e apidra) os melhores locais são abdome e braços.
É importante fazer rodízio entre os locais, variando tanto a região ( pernas, nádegas, barriga e braço) quanto o local de aplicação ( mais em cima, mais em baixo, para o lado...) isso por que podemos ter complicações de aplicações sempre nos mesmos lugares, como as lipodistrofias e lipohipertrofia...
Depois vamos falar mais sobre as complicações, mas por enquanto o importante é evitá-las, com o rodízio!!!
Mãos a obra!!!

sábado, 17 de dezembro de 2011

Bomba de Insulina- Você já ouviu falar? E seu médico?

Se você é diabético, familiar ou por algum outro motivo gosta de estudar e buscar o que há de novo no tratamento de DM 1, provavelmente já ouviu falar de Bomba de insulina...
A bomba de insulina ( Insulin Pump) ou também conhecida, na linguagem técnica, como Sistema de Infusão contínua de Insulina (CIIS), na verdade, não é algo novo no diabetes...
As bombas de insulina exitem há mais de 30 anos!!!! E ao contrário do que muitos escutam por aí, não é um teste ou uma pesquisa, é um tratamento estudado, comprovado e indicado no mundo todo pela sua eficiência e eficácia.
Trata-se de um aparelho pequeno ( aproximadamente 100g e tamanho de um celular pequeno) que infunde microdoses de insulina ulta-rápida constantemente, conforme programação e envia uma dose maior, o bolus, ao ser programada para alimentação ou correção. Ela simula o funcionamento do pâncreas, que também utiliza apenas a insulina ultra-rápida e em envio semelhante ao da bomba.
No Brasil existem duas marcas comercializadas : Medtronic e Accu Chec ( Roche).
Vale lembrar: A terapia com Bomba de insulina, como qualquer outra terapia, deve ser indicada e prescrita pelo seu médico! Se você tem interesse, informe-se e converse com ele! Apesar da prescrição ser dele, a doença é sua ou de alguém que você gosta e o automanejo, inclui a busca de soluções para os problemas...essa pode ser uma....
Boa Sorte!!!

domingo, 11 de setembro de 2011

Automonitorização: vigiando taxas

A primeira coisa que ganhamos quando nos tornamos diabéticos é um glicosímetro, um aparelho de uso doméstico para medirmos a glicemia.
A automonitorização é a única forma confiável de sabermos como estamos...
Por mais conhecedor do seu corpo, não dá para adivinhar quanto está a glicemia...se está boa ou não e as vezes nem conseguimos reconhecer se alguns sintomas são de glicemia alta ou baixa, ou mesmo se é apenas calor ou mal estar...
Não tem mesmo outra forma: temos que medir quanto está a glicemia!
Mas não é sair simplesmente furando o dedo a toda hora! Existem horários corretos para a medição, higiene correta dos dedos antes do teste, cuidados com o aparelho e também, temos que saber as faixas normais de glicemia, a fim de interpretar os resultados, caso contrário, medimos só para cumprir tabela!!
Então, vou fazer uma listinha de lembretes e coisinhas importantes para termos sucesso na automonitorização:
1. O glicosímetro é seu amigo! Leve-o a onde for!!!
2. Cada glicosímetro tem um funcionamento específico, converse com o educador em diabetes ( farmacêutico, médico, enfermeiro, nutricionista...)para que ele te ensine a usar o aparelho!
3. O aparelho de glicemia é de uso individual, não devemos ficar emprestando e nem medindo a glicemia de outras pessoas: risco de doenças e de interpretações erradas dos resultados armazenados!
4.Muitos aparelhos já vem com um lancetador ( semelhante a uma caneta, para facilitar a punção do dedo), troque a agulha do lancetador, pelo menos 1 vez ao dia.
5. Uma medida isolada não representa nada! Faça um diário, anotando as glicemias para que você tenha um perfil de como está ficando o seu controle!
6. Os horários corretos de medição são antes das refeições e 2 horas após a alimentação. Também é correto medir sempre que estiver se sentindo mal.
6. Cada lote de fita reagente tem um código, sempre que abrir uma nova caixa de fitas, lembre-se de mudar o código de leitura no aparelho, caso contrário, as glicemias podem não ser verdadeiras!
7. Antes de realizar a ponta de dedo lave as mãos. Não é necessário passar alcool no dedos, caso você faça isso, deve esperar que ele seque totalmente antes de realizar o teste.
8. O local mais indicado de fazer a punção é na lateral da ponta dos dedos e não na polpa, com isso há menos dor após o teste e também não há interferências na digital.
9. Rodizie os seus dedos! Temos 8 dedos para as punções ( exceto polegares), não torture um só...depois com o tempo ele ficará tão duro que não vai sair mais sangue!
10. Quanto mais vezes por dia você monitorar, mais fácil de controlar a glicemia. Número mínimo de glicemias ao dia: 3 ( manhã, tarde e noite).
Existem outras maneiras de controlar a glicemia, mas nenhuma tão eficaz quanto a ponta de dedo...depois vou falar mais dessas outras tentativas e o que existe no mercado!

sábado, 27 de agosto de 2011

Atividade física: bonito de falar...difícil de fazer!

Que atividade física é bom para a saúde todo mundo sabe,né? A distância entre saber que é bom e praticar é que é muito longa...
Qualquer motivo é motivo para ficar preso ao sofá, desistir da malhação e continuar como sempre...PARADO!
O mais próximo de atividade física é surfar...na net,claro...mas além dos benefícios de conhecimento, nada mais de acrécimo ao corpo.
Enquanto diabéticos, a atividade física é parte fundamental do tratamento. É nos músculos que concentramos a maior parte da glicose corporal, assim quanto mais músculos, menos glicose livre no sangue. Além disso, o exercício aumenta o metabolismo e o consumo da glicose, melhora a resistência cardio-vascular e de quebra, ainda define o corpo, melhorando a auto-estima!

É importante saber também que quem tem diabetes tem 4 vezes mais chance de ter problemas cardíacos que as pessoas sem diabetes, assim diminuímos esse risco com o condicionamento cardio-respiratório adquirido com o exercício regular.
Não vale dar desculpas como: Não tenho tempo! Bastam 30 minutos por dia para sentir os benefícios...
Comece de vagar. Busque o pão na padaria a pé, lave o carro, leve o cachorro para passear, suba escadas...
Defina metas! Comece andando um quarteirão para depois pensar na São Silvestre...mas comece, sempre é tempo e quanto antes você começar, mais rápido chegará ao seu objetivo!!


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Autocuidado 1: Alimentando-se saudavelmente!

Já falei um pouco da alimentação saudável, mas agora vamos aprofundar um pouco mais para que a cada dia a gente possa por isso em prática!
Exercício inicial: tente colocar em um papel o que você come todos os dias.
Você verá que o cardápio não varia muito, uma coisa ou outra é que a gente muda, mas no geral é sempre a mesma coisa!
Agora que você já viu o que come, tente achar o que não come, aquilo que está faltando para completar a sua pirâmide.
Até aí muito fácil,né? O difícil vem agora, colocar em prática essa alimentação e inserir no dia-a-dia aquilo que não comemos normalmente, afinal se não comemos, deve ter um motivo forte para isso!!!
Uma das técnicas legais e fácil é o prato saudável:
No prato saudável: metade do prato deve ser salada, legumes, vegetais em geral. Na outra metade ficam os carboidratos e as proteínas.
Importante, nesses 25% do prato de carboidratos, pode se misturar tipos diferentes de alimentos que estejam na classe dos carboidratos: pode ser arroz com batata, mandioca com macarrão, milho com farofa...só não pode ultrapassar o 1/4 do prato!
No restante do prato ficam as proteínas: divida entre proteína animal e vegetal. Ou seja, deve ter carne e leguminosas ( olha lá de novo na pirâmide, leguminosas são proteínas!), feijão, lentilha.. Nesse pedacinho também estão os ovos e derivados do leite, portanto, manere em cada coisa! Pode pegar um pouco de tudo, respeitando o limite do prato!
De sobremesa, fruta, suco de fruta...
Vamos tentar???
Fique firme, em breve falaremos de contagem de carboidratos, mas só dá certo para quem já sabe comer saudavelmente e já entendeu o esquema bolu x basal. Esqueceu??? Vá lá em baixo e leia novamente!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Diabetes tipo 1: os 7 comportamentos saudáveis!

Existem 7 comportamentos saudáveis para nós, diabéticos tipo 1,para que tenhamos um bom controle da doença e consequentemente, uma boa vida com diabetes!
Esses 7 comportamentos de autocuidado são 7 certos, 7 frentes que devemos ter em mente para termos um bom gerenciamento de nossas vidas:
1. Comer saudavelmente
2. Praticar atividade física
3. Vigiar as taxas
4. Tomar os medicamentos- no nosso caso- Insulinas
5. Adaptar-se saudavelmente
6. Resolver Problemas
7. Diminuir riscos.

Nós estamos conversando sobre tudo isso, dia-a-dia nas postagens, mas é importante que cada um entenda o que são esses comportamentos, por que é para sí, para você! Não para sua mãe, para seus familiares ou para o médico... É PARA VOCÊ VIVER MELHOR COM O DIABETES! COM O DIABETES E NÃO VIVER O DIABETES...
Ao longo dos dias vamos conversar mais detalhadamente sobre cada ítem, mas já vá pensando: o que para você é mais difícil no dia-a-dia com diabetes?
Vamos resolver juntos...