sábado, 27 de agosto de 2011

Atividade física: bonito de falar...difícil de fazer!

Que atividade física é bom para a saúde todo mundo sabe,né? A distância entre saber que é bom e praticar é que é muito longa...
Qualquer motivo é motivo para ficar preso ao sofá, desistir da malhação e continuar como sempre...PARADO!
O mais próximo de atividade física é surfar...na net,claro...mas além dos benefícios de conhecimento, nada mais de acrécimo ao corpo.
Enquanto diabéticos, a atividade física é parte fundamental do tratamento. É nos músculos que concentramos a maior parte da glicose corporal, assim quanto mais músculos, menos glicose livre no sangue. Além disso, o exercício aumenta o metabolismo e o consumo da glicose, melhora a resistência cardio-vascular e de quebra, ainda define o corpo, melhorando a auto-estima!

É importante saber também que quem tem diabetes tem 4 vezes mais chance de ter problemas cardíacos que as pessoas sem diabetes, assim diminuímos esse risco com o condicionamento cardio-respiratório adquirido com o exercício regular.
Não vale dar desculpas como: Não tenho tempo! Bastam 30 minutos por dia para sentir os benefícios...
Comece de vagar. Busque o pão na padaria a pé, lave o carro, leve o cachorro para passear, suba escadas...
Defina metas! Comece andando um quarteirão para depois pensar na São Silvestre...mas comece, sempre é tempo e quanto antes você começar, mais rápido chegará ao seu objetivo!!


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Autocuidado 1: Alimentando-se saudavelmente!

Já falei um pouco da alimentação saudável, mas agora vamos aprofundar um pouco mais para que a cada dia a gente possa por isso em prática!
Exercício inicial: tente colocar em um papel o que você come todos os dias.
Você verá que o cardápio não varia muito, uma coisa ou outra é que a gente muda, mas no geral é sempre a mesma coisa!
Agora que você já viu o que come, tente achar o que não come, aquilo que está faltando para completar a sua pirâmide.
Até aí muito fácil,né? O difícil vem agora, colocar em prática essa alimentação e inserir no dia-a-dia aquilo que não comemos normalmente, afinal se não comemos, deve ter um motivo forte para isso!!!
Uma das técnicas legais e fácil é o prato saudável:
No prato saudável: metade do prato deve ser salada, legumes, vegetais em geral. Na outra metade ficam os carboidratos e as proteínas.
Importante, nesses 25% do prato de carboidratos, pode se misturar tipos diferentes de alimentos que estejam na classe dos carboidratos: pode ser arroz com batata, mandioca com macarrão, milho com farofa...só não pode ultrapassar o 1/4 do prato!
No restante do prato ficam as proteínas: divida entre proteína animal e vegetal. Ou seja, deve ter carne e leguminosas ( olha lá de novo na pirâmide, leguminosas são proteínas!), feijão, lentilha.. Nesse pedacinho também estão os ovos e derivados do leite, portanto, manere em cada coisa! Pode pegar um pouco de tudo, respeitando o limite do prato!
De sobremesa, fruta, suco de fruta...
Vamos tentar???
Fique firme, em breve falaremos de contagem de carboidratos, mas só dá certo para quem já sabe comer saudavelmente e já entendeu o esquema bolu x basal. Esqueceu??? Vá lá em baixo e leia novamente!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Diabetes tipo 1: os 7 comportamentos saudáveis!

Existem 7 comportamentos saudáveis para nós, diabéticos tipo 1,para que tenhamos um bom controle da doença e consequentemente, uma boa vida com diabetes!
Esses 7 comportamentos de autocuidado são 7 certos, 7 frentes que devemos ter em mente para termos um bom gerenciamento de nossas vidas:
1. Comer saudavelmente
2. Praticar atividade física
3. Vigiar as taxas
4. Tomar os medicamentos- no nosso caso- Insulinas
5. Adaptar-se saudavelmente
6. Resolver Problemas
7. Diminuir riscos.

Nós estamos conversando sobre tudo isso, dia-a-dia nas postagens, mas é importante que cada um entenda o que são esses comportamentos, por que é para sí, para você! Não para sua mãe, para seus familiares ou para o médico... É PARA VOCÊ VIVER MELHOR COM O DIABETES! COM O DIABETES E NÃO VIVER O DIABETES...
Ao longo dos dias vamos conversar mais detalhadamente sobre cada ítem, mas já vá pensando: o que para você é mais difícil no dia-a-dia com diabetes?
Vamos resolver juntos...

sábado, 6 de agosto de 2011

Diabetes tipo 1, tipo 2, gestacional...afinal qual a diferença de cada?

Muitas vezes escutamos as pessoas falarem sobre diabetes como se fosse um nome genérico para todas as alterações na glicemia (altas taxas de açúcar no sangue), mas não é verdade...
" Mas você é magro, como pode ter diabetes???" Quantas vezes escutamos essa frase?
Esse é um exemplo das confusões, do Diabetes tipo 1 e do Diabetes tipo 2...Tipo 1 é criança e Tipo 2 é adulto, também é algo que escutamos com frequência.
Mas afinal, qual é a diferença entre os tipos de diabetes?? Quantos tipos existem???
Existem, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, 4 tipos: Tipo 1, Tipo 2, Diabetes Gestacional e Outros tipos de Diabetes.


Tipo 1, para quem esse blog se destina, são aquelas pessoas que não tem produção de insulina, por motivos autoimunes ( o corpo ataca ele mesmo). O Pâncreas, que é o órgão responsável pela produção da insulina, para de funcionar e isso pode acontecer em qualquer fase da vida,  na infância ou na idade adulta. A pessoa com diabetes tipo 1, portanto, não produz nenhuma insulina e tem que tomá-la de forma exógena, ou seja, aplicá-la.
Tipo 2, o corpo produz insulina, porém de forma insuficiente ou com uma ação reduzida. É mais comum em adultos do que em crianças e com maior chance de ocorrer em pessoas sedentárias e com excesso de peso.
Gestacional, acontece no período da gravidez, podendo se manter após o nascimento do bebê ou voltar mais tarde, como diabetes do tipo 2.
Como a gente vê, cada tipo de diabetes é diferente e por isso o tratamento também é diferente. Mas é importante lembrar que o que define o tipo de diabetes não é usar ou não insulina, mas o grau de funcionamento do pâncreas.

sábado, 30 de julho de 2011

Insulinas


Se você é diabético do tipo 1, obrigatoriamente tem que saber qual é o efeito da insulina que você toma.
Acima seguem alguns gráficos da ação das diferentes insulinas no organismo. Ele indica o tempo médio de ação de cada insulina e assim, quais são utilizadas para esquema de basal e quais são utilizadas para esquema de bolus.
Você já consegue identificar essas insulinas e qual o esquema que ela cobre?
Agora tente fazer um gráfico seu, com as insulinas que você toma...Identifique qual é a sua insulina basal, quantas vezes ao dia você a toma, os horários e tente ver a cobertura do basal no dia, depois faça a mesma coisa com a insulina que utiliza para fazer o bolus...assim vai ficar muito mais fácil você compreender onde está faltando ou onde está sobrando insulina!
Bom exercício!!

domingo, 10 de julho de 2011

Noções básicas: esquema basal x bolus

Se você é diabético já escutou ou ainda vai escutar falar sobre esquema bolus x basal...
O que é esse esquema?
Considerando que o pâncreas saudável produz e libera insulina durante todo o tempo, o esquema bolus basal, " tenta" imitar esse envio...embora nem sempre isso ocorra de maneira perfeita ( se assim fosse, as glicemias estariam sempre ótimas!)
O pâncreas envia insulina o tempo todo, em doses pequenas, mas suficientes para manter a entrada da glicose nas células...esse envio em doses reduzídas, porém contínua é chamada de basal. Trata-se de uma quantidade de insulina que varia com a produção de hormônios, a atividade celular e do metabolismo. Isso quem faz na terapia que utiliza o esquema bolus x basal, é a insulina lenta ( lantus ou levemir).
O pâncreas também libera uma quantidade maior de insulina e em menor tempo, quando comemos, pois nesse momento há uma aumento da glicose no sangue. Esse envio é chamado de bolus e é feito na terapia insulínica com as insulinas rápida (R- regular) ou ultra-rápidas ( Novorapid, apidra e homalog).
Na verdade, esse esquema busca chegar mais perto do que o pâncreas faz...mas nem sempre isso funciona por que, entre outras coisas, o pâncreas utiliza uma só insulina e nesse esquema, duas insulinas são usadas. Outro fator é que a necessidade de basal varia durante o dia e com as insulinas lentas, uma vez administradas não podemos alterar suas ações durante o dia, só mantê-las em um platô, que por vezes " sobra" e por vezes "falta" às nossas necessidades orgânicas.
Vale a pena conhecer para entender o que fazemos no dia-a-dia...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Correção de hipoglicemia...um grande problema!

Muitas vezes quando temos hipoglicemias queremos sair comendo tudo o que vemos pela frente, não é mesmo!?
Essa é uma sensação normal, mas que tem um efeito danoso para o nosso controle glicêmico: hiperglicemia de rebote!!
A pergunta que não quer calar é: Como eu faço para que a sensação horrível da hipo passe logo e eu não fique com a glicemia super alta após?
A primeira resposta é simples: dê ao corpo o que o corpo está precisando, ou seja, glicose na forma mais simples ( açúcar!!). Tome um copo de suco com açúcar, ou 1 copo de refrigerante normal, ou 2 saquinhos de mel ou o sachê de glicose ( encontrado nas lojas especializadas em diabetes). Espere 15 minutos e verifique se a  glicemia retornou ao nível normal ( acima de 80 mg/dl), caso ainda esteja com hipo, repita a operação.
O que muda a depender do esquema de tratamento insulínico que você utiliza é a manutenção: se você fizer uso de insulinas ultra-rápidas ( novorapid ou humalog) e Lentas ( Lantus ou Levemir), caso queira comer mais, terá que enviar mais insulina ultra-rápida para o que comeu após a correção da hipo.
Caso utilize outros esquemas, tal como NPH e Regular, é possível que a hipo volte após algum tempo, então recomenda-se fazer uma pequena refeição com carboidratos de absorção mais lenta, tal como cereais integrais, pães, fibras e manter o controle das glicemias capilares.
Como em todos os casos, previnir é melhor do que corrigir!!!